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  • Writer's pictureAna Trevisan

Livro digital revoluciona mercado editorial combinando economia e acessibilidade


O livro sempre foi um objeto recheado de tecnologia. Desde o surgimento da escrita, este suporte de conteúdo sofreu algumas modificações e evoluiu até chegar ao formato de livro como conhecemos hoje, chegando até o livro digital.


Durante esta evolução a tecnologia esteve no papel que compõe as páginas, na tinta usada anteriormente pelos copistas ou na tinta industrial aplicada pela indústria gráfica. Isso sem falar nos diversos tipos de acabamento que podem ser aplicados nas capas e embalagens dos livros.


Com a chegada dos livros eletrônicos ao mercado editorial brasileiro, a tecnologia – que algumas pessoas ainda tentavam desprezar – muda de vez nossa relação com o livro.


Com a música vimos nossos discos de vinil serem substituídos pelos CDs e, antes que pudéssemos nos adaptar a eles, transformou-se em digital, com os populares streamings.


Para os mais saudosistas será uma difícil adaptação. Para os mais abertos às mudanças será um desafio, já que nosso olhar será totalmente alterado e adaptado para um novo mundo que se abre.


Mudanças provocadas pelo livro digital


Nos anos 1990, quando os diagramadores ocupavam um espaço de grande destaque nos estúdios gráficos, houve uma grande mudança no que diz respeito à execução de sua atividade.


Pranchetas tiveram que ceder lugar às mesas com monitores e teclado. Os programas gráficos começavam a substituir estúdios que se dedicavam a produzir rolos de papéis fotográficos usados para a diagramação dos textos. Começava a era da digitalização para os artistas gráficos que tiveram que substituir seus lápis e pincéis pelo mouse, muitas vezes, sem ter qualquer conhecimento de informática.


Foi uma revolução de difícil adaptação, mas que também trouxe velocidade à criação de peças gráficas e agradáveis surpresas quanto ao resultado das apresentações dos layouts que agora não precisavam mais ser montados, mas impressos. A qualidade das apresentações melhorou sensivelmente, deixando os layouts cada vez mais parecidos com a impressão final, trazendo, entre outros benefícios, segurança aos clientes.


Desafios de implementação do livro digital


Ainda são muitos os desafios relacionados a implementação do livro digital: a história dos chamados e-books está apenas começando.

Para os mais pessimistas, os designers gráficos editoriais serão substituídos pelos programadores. Por enquanto, isso ainda não aconteceu, seguimos produzindo nossos conteúdos sem prescindir do trabalho dos designers porque, felizmente, as decisões nem sempre passam apenas pelas frias planilhas financeiras.


Há ainda outra questão: a experiência de leitura. Muitos de nós, ainda não está totalmente adaptado aos chamados readers e se ressente da falta do cheiro da tinta e da textura do papel.


No entanto, os altos preços do papel acabam por inviabilizar grandes tiragens de impressão. O resultado tem sido imprimir alguns exemplares e publicar formatos digitais de livros, que leva para o mundo virtual a experiência de se ler um livro, folheando suas páginas.


Paralelamente, a inteligência artificial caminha a passos largos, difícil dizer o que nos espera num futuro próximo. Por enquanto, seguimos publicando com sucesso nossos conteúdos de forma híbrida, permitindo acesso a leitores das mais diversas gerações, que é o que realmente importa.

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